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Representando a secretaria de Desenvolvimento Regional do Governo do Estado, o coordenador Fernando Fernandes conversou por videoconferência na manhã desta terça-feira (16/3) com prefeitos que fazem parte do Ciensp e Amensp sobre a suspensão temporária dos atendimentos eletivos no AME de Andradina, previsto para ser transformado em hospital de campanha para atender pacientes exclusivos com Covid-19.

 

Participaram do encontro o presidente do Ciensp prefeito de Ilha Solteira Otávio Gomes e o presidente da Amensp prefeito de Andradina Mário Celso Lopes, além dos prefeitos e representantes dos municípios de Castilho, Guaraçaí, Itapura, Lavínia, Mirandópolis, Murutinga do Sul, Nova Independência, Pereira Barreto, Sud Mennucci e Suzanápolis.

 

Foi sugerido ao governo do Estado que o Hospital de Campanha fosse implantado no prédio do Centro de Atendimento Covid-19 (CAC) e na Santa Casa de Misericórdia, ambos em Andradina.

 

“A desativação dos atendimentos do AME vai nos causar um problema maior. Será preciso fazer adaptações ao prédio que está lá. Enquanto isso nós já temos disponíveis 20 leitos no CAC. Já existe essa estrutura aqui em Andradina e com possibilidade de ampliá-la”, destacou o prefeito Mário Celso.
 


Para Otávio Gomes, a estrutura da Santa Casa e do CAC são as mais adequadas para se fazer um hospital de campanha, sem prejudicar os atendimentos eletivos do AME, que possuem altíssima demanda regional.

 

“A melhor estrutura para servir é na Santa Casa. Essa continuidade do AME é imprescindível”, afirmou Otávio.

 

Os prefeitos de Castilho, Paulo Boaventura, e de Guaraçaí, Airton Gomes, ratificaram a fala do prefeito de Ilha Solteira.

 

Segundo o prefeito de Andradina, até a última sexta-feira (12) já estão agendados no AME os seguintes procedimentos:

- 20.240 consultas

- 3.480 cirurgias

- 2.996 exames

 

Outra preocupação dos prefeitos é que com a suspensão dos atendimentos especializados acarrete possíveis judicializações, levando em conta que a demanda por consultas, exames e cirurgias irão aumentar e os municípios ficarão obrigados a arcar com toda média complexidade, que é de responsabilidade do Estado.

 

“O Centro está pronto, está anexo ao hospital. A máquina está pronta. Paralisar um prédio inteiro do AME por 120 dias será um caos. Temos alternativa pronta. A nossa realidade é que nosso hospital de campanha está pronto”, disse Mário Celso.

 

PERTINENTE

 

Para o coordenador Fernando Fernandes, que é médico, a reivindicação dos prefeitos é muito pertinente.

 

“Não sei se a Secretaria de Saúde do Estado tem conhecimento dessa situação. Vou levar rapidamente ao secretário Marco Vinholi. Vou ser parceiro. Seria uma adaptação muito mais rápida. Vou agir rapidamente para tentar reverter essa decisão”, garantiu Fernando. 



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